Manutenção preventiva como escudo estratégico contra as chuvas de verão

O período de chuvas no Brasil, que se intensifica entre outubro e março, exige mais do que apenas guarda-chuvas à mão; ele demanda atenção redobrada de síndicos, administradoras e gestores de condomínios. Mais do que gerenciar crises, este é o momento estratégico para consolidar a manutenção preventiva como o pilar central da preservação estrutural e da segurança coletiva.

Chuvas intensas e prolongadas são testes de estresse para a edificação. Infiltrações, sobrecarga em sistemas de drenagem, falhas elétricas e danos em fachadas não são apenas inconvenientes; são riscos financeiros. Segundo dados da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (ABRASSIP), reparos emergenciais (corretivos) podem custar até quatro vezes mais do que uma manutenção planejada. Além disso, a negligência pode levar à desvalorização do imóvel em até 15%, conforme estimativas do setor imobiliário.

A manutenção preventiva permite identificar “sintomas” antes que se tornem “patologias” graves. Inspeções em coberturas, lajes, bombas de recalque e sistemas de para-raios (SPDA) são vitais. Vale notar que, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo, o que torna a revisão do sistema elétrico e de aterramento uma questão de segurança de vida, não apenas de conformidade técnica.

Ambientes molhados e sistemas elétricos expostos elevam o risco de acidentes graves. Para o síndico, a prevenção é também uma salvaguarda jurídica. O Artigo 1.348 do Código Civil estabelece que a diligência pela conservação das partes comuns é responsabilidade direta do síndico, que pode responder civil e criminalmente por danos decorrentes de falta de manutenção.

Investir em prevenção é otimizar o fluxo de caixa. Intervenções planejadas permitem cotações mais competitivas e evitam o uso do fundo de reserva para urgências que poderiam ser evitadas. Ademais, a gestão moderna exige parceiros com capilaridade e atendimento 24 horas. Em um cenário de tempestades, a agilidade na resposta define a diferença entre um problema controlado e um desastre estrutural.

Por fim, contar com parceiros especializados e com atuação nacional faz toda a diferença para a gestão condominial, especialmente em períodos críticos como o de chuvas, e garante a tranquilidade de síndicos e moradores. Ter à disposição uma rede preparada para atendimentos preventivos e emergenciais 24 horas permite respostas rápidas, redução de impactos e mais tranquilidade para síndicos e administradoras. Esse suporte contínuo contribui para que o condomínio mantenha sua operação segura, minimize riscos e preserve o patrimônio ao longo do tempo. Ao final, a manutenção preventiva não é uma despesa, mas um investimento na longevidade do patrimônio e na qualidade de vida da comunidade condominial.

*Por Anderson Ruiz, superintendente de Rede da Tempo