O mercado de escritórios corporativos de alto padrão no eixo Faria Lima/Pinheiros mantém trajetória de valorização e forte demanda. Dados do RealtyCorp Analytics referentes ao segundo trimestre de 2026 mostram absorção líquida de 50.570 m² no período, enquanto a taxa de vacância consolidada recuou para 6,56%, retornando ao patamar observado em 2019.
O recorte analisado reúne aproximadamente 2 milhões de m² de estoque corporativo e 126 edifícios prontos ou em construção. “A absorção líquida registrada no trimestre supera os resultados observados no período pré-pandemia e se aproxima de níveis verificados em ciclos de forte expansão do mercado, como o registrado em 2013”, afirma Christofer Mariano, diretor de locações da RealtyCorp.
A absorção bruta chegou a aproximadamente 75 mil m² entre abril e junho. Pinheiros apresentou desempenho superior ao da Faria Lima no período, enquanto o baixo volume de devoluções reforçou a preferência das empresas por edifícios de alta qualidade, eficiência e localização estratégica.
“Entre as principais movimentações do trimestre está a ocupação integral do edifício Bothanic, na Faria Lima, pelo escritório BMA. Em Pinheiros, a Thomson Reuters locou aproximadamente 2.859 m² no WTNU. Já a Amazon fechou contrato para ocupar integralmente o BioSquare, empreendimento com cerca de 39 mil m² que já estavam pré-locados”, destaca Mariano.
Preços atingem recordes no eixo
A valorização dos ativos também aparece nos preços médios pedidos. No segundo trimestre, o valor consolidado do eixo Faria Lima/Pinheiros alcançou R$ 257,74 por m², o maior patamar já registrado pelo RealtyCorp Analytics para o recorte. Na Nova Faria Lima, o preço médio pedido chegou a R$ 323,11 por m², também recorde. Em Pinheiros, o indicador atingiu R$ 166 por m².
Mesmo diante da atividade construtiva, que soma aproximadamente 200 mil m² em desenvolvimento, a demanda continua absorvendo espaços de alto padrão. “O cenário contribui para a manutenção de indicadores positivos e reforça a atratividade da região para empresas que buscam expansão ou reposicionamento”, ressalta Mariano.
Para o mercado corporativo, o desempenho do trimestre evidencia um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda. A preferência por edifícios modernos e bem localizados contribui para a redução da vacância e para a valorização dos ativos mais disputados.

